metro-de-seoul-entre-os-maiores-sistemas-de-metro-do-mundo

[FROM KOREA] PELAS ESTAÇÕES DE SEOUL

Olá seguidores! Estamos de volta com a coluna ‘From Korea’, e dessa vez teremos mais uma das histórias da Talita, que faz parte da nossa equipe, e que nos contará mais um pouquinho sobre as curiosidades do país tão querido, a Coreia do Sul! Vamos lá!

Como já mencionei em outros tópicos sobre as viagens para a capital sul-coreana, o sistema de metrô será um dos únicos meios de transporte que vocês utilizarão para se locomover e, por isso mesmo, a quantidade de linhas e estações é absurda, principalmente se comparada a São Paulo (o que torna extremamente fácil), e comum vocês se perderem, caso não prestem atenção ao caminho escolhido.

Seoul é praticamente a única cidade da Coreia que possui um sistema de metrô. Até a minha última viagem, eram 9 linhas de metrô, 6 linhas de trem e aproximadamente 512 estações, que se interligavam de ponta a ponta para cobrir cada pedaço da região. Assustados com esses números?

Não fiquem… Acreditem, quando eu digo que é muito fácil se acostumar e andar por esse mundo de linhas e baldeações, principalmente se vocês moram em São Paulo, é porque é fácil mesmo!!

Ok, então prove isso!

Vamos lá, provarei a vocês!

Primeiro, vocês precisam conhecer o mapa geral do sistema metroviário para, desde já, perderem o medo. Parece poluído e confuso à primeira vista, mas depois de 5 dias, vocês conseguirão andar de metrô tranquilamente.


Segundo, antes de traçar/decorar o caminho, nos preocuparemos com o pagamento do trajeto.

Pagar pelo trajeto?

Em Seoul não há um preço único pela viagem como em São Paulo. O pagamento é por trecho, ou seja, se o trecho for curto e tiver poucas estações ou for mais comprido e tiver muitas estações, os valores serão diferenciados.

E como saberemos calcular?

Calma! Não se preocupem com isso, afinal, como tudo nos tempos modernos, uma máquina fará isso por vocês!
Há duas maneiras de pagar os trechos: um cartão pré-pago válido para uma viagem e o T-Money, um cartão recarregável, muito parecido com o bilhete único dos paulistanos.

Cartão pré-pago: estão disponíveis em todas as estações e para adquiri-los, assim que chegarem à estação, procurem por essas maquinas:

Nas máquinas há a opção de escolha de idioma para auxiliá-los no processo de compra do cartão, no caso, o inglês. Escolhido o idioma, façam a busca pelo nome da estação que desejam. Escolhida essa etapa, a máquina indicará o valor do trecho escolhido. Coloquem o valor e, em seguida, a máquina liberará o cartão que será utilizado na viagem. Simples assim!

Atenção para quatro pontos importantes nesse método: primeiro, se não tiverem o dinheiro trocado, não se preocupem! Há devolução de troco, geralmente dentro de um limite de 10.000 wons. Segundo, e o mais importante, não percam esse cartão no meio do caminho! Vocês precisarão dele para entrar e sair nas catracas, o que nos leva ao terceiro ponto. Não adianta economizar dinheiro colocando uma estação como destino final, e descendo em outra que fica bem mais longe, porque… o bilhete não liberará a saída. E por fim, o quarto aviso: no valor do trajeto está incluso o valor do cartão.

Como o cartão perde a utilidade assim que saírem pela catraca, procurem na estação de destino essa máquina toda prateada da direita, coloque-o e receberão de volta o valor que foi cobrado anteriormente na passagem. Na minha época eram 500 wons.

T-Money: como eu disse, é muito semelhante ao bilhete único paulistano.

Pode-se adquirir o cartão em qualquer estação de metrô, a única diferença é que a compra é efetuada através de um funcionário, e o valor pago não será reembolsado no final. A recarga pode ser feita também nas mesmas máquinas dos cartões pré-pagos. Não é necessário indicar a estação de destino, mas prestem atenção no saldo do cartão para não ficarem presos na liberação da catraca.

Qual você prefere ou utilizou na sua viagem?

Na verdade, eu utilizei as duas opções.

Na primeira viagem utilizei apenas o pré-pago por estação, talvez por medo de não saber corretamente os valores dos trechos, e colocar um valor inferior que poderia me causar um problema na hora de sair; ou colocar um valor muito superior que acabaria “morrendo” no cartão quando terminasse a viagem.

Na segunda viagem, eu conhecia melhor os trechos e seus valores, então não tive dúvida. Adquiri o T-Money assim que cheguei a uma estação de metrô de Seoul. É bem mais prático e melhor que os cartões pré-pagos. Toda vez que o saldo estava próximo de 2.000 wons, geralmente fazia a recarga com 10.000 wons, e voltei ao Brasil com o cartão praticamente zerado.

Outra vantagem do T-Money é que pode ser utilizado também nos ônibus. Lembrando que, como no metrô, assim que subimos no ônibus, passamos o cartão na catraca ao lado do motorista, e quando chegarmos na parada desejada, passamos novamente na catraca ao lado da porta de saída.

Mas se fluência da língua coreana não for muito boa ou praticamente nulo, como procuraremos as estações?

Não se preocupem! Os mapas de turistas estão com os nomes em inglês, assim como todas as placas de identificação nas estações, indicando o nome e os números das saídas.

Números das saídas?

Sim, números das saídas. Quando desejarem ir a algum lugar, além de saber corretamente o nome da estação, é necessário saber também o número da saída… Senão, acreditem, chegarão num lugar totalmente diferente. O sistema de dar a volta no quarteirão não funciona por lá quando erramos o caminho.
As estações menores geralmente tem 4 saídas, enquanto as maiores podem ter mais de 10.

Ok. Temos o nome da estação e o número da saída… E agora?

Agora vamos traçar o caminho!

Em outubro matarei minhas saudades do Han River e do leite de morango, então darei um exemplo de como ir do meu Hostel para a gravação do Sukira no prédio da KBS.

O Hostel fica próximo da estação Euljiro 3-ga das linhas 2 e 3 do metrô. E o prédio da KBS fica na estação National Assembly da linha 9. Tenho duas maneiras de chegar lá pelo meu local de saída. Acompanhem-me no mapa:

Primeiro: sigo pela linha 2 verde – sentido Hongik Univ. – até a estação Dangsan e de lá faço baldeação para linha 9. Em uma estação estou na National Assembly, num total de 10 estações pelo trecho, ou

Segundo: sigo pela linha 2 verde – sentido Hongik Univ. – até a estação Chung Jeongho, de lá faço baldeação para linha 5 até a estação Yeouido. Depois mais uma baldeação para linha 9, e em uma estação estou na National Assembly, num total de 9 estações pelo trecho.

Nos casos acima, não fez muita diferença e pode parecer loucura o segundo caminho com uma baldeação a mais, mas acreditem… Há trechos em Seoul que compensam muito mais em questões de dinheiro e tempo com 4 baldeações do que segui-lo em um único caminho, por apenas uma linha de metrô.

E como saberemos se estamos no sentido certo?

Em todas as estações existem placas de orientação em inglês. Assim que chegarem na plataforma de embarque, nas pilastras, existe um mapa com direções como este:

Percebam que o mapa indica onde estamos em vermelho, e logo acima do lado direito e esquerdo (apontados com setas), a direção de qual será a próxima estação por plataforma. Basta localizarem a sua estação de destino ou baldeação e ver para qual lado deverão seguir.

Mas e se não tivermos esse mapa?

Nas plataformas, logo acima das portas de embarque, há a informação da próxima estação. Basta conferir rapidamente a direção correta no mapa do metrô, que vem junto com o mapa turístico, disponibilizado gratuitamente na maioria dos hostels ou pontos de informação.

E se formos para o sentido contrário, mesmo com todas essas informações?

Não se preocupem! A maioria das estações tem a plataforma no meio da linha de embarque. Se perceberem que estão no sentido contrário, basta descer na próxima estação, dar dois passos para a plataforma da frente e ir para o sentido certo.

Bom, acho que é isso. Espero que com essas informações, vocês percam o medo e possam planejar sua viagem, mesmo não dominando muito (ou nada) a língua e a cultura coreana. Mas se tiverem mais alguma curiosidade sobre o sistema de metrô de Seoul, não hesitem em perguntar nos comentários! Será um prazer ajudá-los!

Nas postagens anteriores, o tema foi ‘Descobrindo o Kpop por Seoul’. Curiosos? Então deixaremos disponibilizados abaixo:

PARTE 1; PARTE 2; PARTE 3

Redação: Talita Tozzo
Revisão: Daura Kanotami
*Não retire nosso conteúdo sem os devidos créditos*

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>