[K-NEWS] Coreia do Sul, China e Japão intensificam a luta contra a poluição

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Da direita para a esquerda: Os ministros do Ambiente da Coreia do Sul, China e Japão. Yoon Seong-kyu, Chen Jining e Michizuki Yoshio juntando as mãos após assinar o Plano de Ação Tripartidária em Xangai, nesta quinta-feira (30). (Ministério do Meio Ambiente)

XANGAI – Nesta quinta-feira (30), os ministros do Ambiente da Coreia do Sul, China e Japão concordaram que trabalharão em conjunto para melhorar a resposta contra a poeira amarela, formada no deserto de Gobi, que representa uma ameaça crescente a saúde na região.

Apesar das finas relações entre os países e as as disputas históricas e territoriais, o acordo chamou a atenção com a união das nações do Nordeste Asiático contra os desafios ambientais.

Os ministros prometeram que preverão a rota da poeira amarela em conjunto, com base nos relatórios de previsão recolhidos através de um programa da Organização Meteorológica Mundial e filiados. Segundo autoridades, desta maneira, será permitido que os Estados melhorem suas precisões nas previsões, comparando cada método de medição.

O acordo faz parte do plano de cinco anos, proposto durante a 17ª Reunião dos Ministros do Ambiente entre a Coreia do Sul, China e Japão, ou TEMM17, realizada em Xangai, na China. O encontro anual foi realizado para impulsionar os esforços na resolução de vários problemas ambientais, como: poeira amarela, poeira fina e os detritos marinhos.

O sistema de previsão integrado terá um grupo conjunto de estudo anti-poeira amarela, composto por 30 especialistas em meio ambiente. Desde 2008, os três países estão aumentando os esforços em melhorar a precisão das previsões.

Iniciando com a partilha de dados sobre o fenômeno, os países, em breve, irão ampliar o leque de compartilhamento para dados sobre a poeira fina e o pó ultrafino, disseram autoridades.

Nas conversas bilaterais entre a Coreia do Sul e a China, ocorridas na última quarta-feira (29), Pequim concordou em fornecer dados sobre os materiais da poeira amarela de uma série de locais chineses. Até agora, a Coreia conseguiu obter dados sobre a poeira amarela apenas de agências meteorológicas chinesas, não das autoridades ambientais.

Como a maioria dos locais de origem do pó amarelo estão na China, os dados brutos fornecidos pelo governo permitirão que a Coreia possa prever a rota com mais precisão“, disse Yoon Sung-kyu, Ministro do Ambiente da Coreia do Sul.

Durante uma tentativa para evitar a entrada de mais poeira na Coreia do Sul, o ministério de Seoul disse que irá apoiar Pequim na restauração das terras desoladas, realizando um estudo em conjunto sobre o uso sustentável da terra.

Nas conversas entre Seoul e Tokyo, os dois países concordaram em compartilhar suas informações sobre o pó ultrafino em tempo real, cooperando mais na previsão da poeira amarela.

Segundo autoridades, em conjunto com o acordo trilateral sobre a melhoria da qualidade do ar, os três países concordaram em criar um canal de negociação para buscar maneiras para a resolução dos problemas com o lixo marinho.

O Japão pediu para que a Coreia do Sul e a China tomem medidas contra a crescente ameaça ambiental no mar. Segundo um funcionário do Ministério do Meio ambiente coreano, o país nipônico é o mais afetado pelos resíduos marinhos da China e da Coreia.

Na reunião TEMM16, realizada em Daegu, no ano passado, os três Estados determinaram nove agendas ambientais para melhorar a discussão sobre os esforços coletivos para a melhoria do meio ambiente, incluindo a melhoria na qualidade do ar; conversa sobre a biodiversidade; gestão de materiais químicos, recursos sustentáveis no ciclismo; combater as alterações climáticas; conservação do meio marinho; sensibilização da opinião pública; restauração do meio ambiente urbano e os esforços para atingir uma economia verde.

Por: Lee Hyun-jeong
Fonte: The Korea Herald
Tradução/ Adaptação: Giu Capobianco
Revisão: Pamela Sousa

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